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Os erros mais caros que já cometi gerenciando anúncios

Tráfego Pago Google Ads Meta Ads Gestão de Campanhas

Se tem uma coisa que ninguém te conta no começo é isso: anúncio não é “fórmula”. Você aprende (e paga) na prática. E sim, eu já cometi erros que custaram caro — em dinheiro, tempo e energia.

Neste post, eu vou abrir o jogo: os erros mais caros que já cometi gerenciando anúncios e, mais importante, como você pode evitar cair nas mesmas armadilhas (mesmo com orçamento baixo).

Importante: este conteúdo é educativo e baseado em experiência prática. Não existe garantia de resultado em tráfego pago — o objetivo aqui é te ajudar a tomar decisões melhores e reduzir desperdício.

Por que quase todo mundo perde dinheiro com anúncios pagos

A maioria não perde porque “o tráfego é ruim”. Perde porque toma decisão no escuro. O resultado é clássico: sobe campanha, vê clique, vê uns leads, e mesmo assim o caixa não melhora.

  • Falta de estratégia: campanha vira tentativa e erro sem lógica.
  • Expectativa errada: querer ROI imediato onde o funil ainda nem existe.
  • Decisão por emoção: pausar ou mexer toda hora sem dados suficientes.
  • Oferta/estrutura fraca: anúncio leva tráfego para um destino que não converte.
Regra que mudou meu jogo: tráfego pago não é “a solução”. Tráfego é um amplificador. Ele amplifica o que já está aí — bom ou ruim.

Erro #1: Acreditar que tráfego pago resolve um negócio ruim

Esse foi um dos mais caros porque parece lógico: “se eu colocar mais gente vendo, vou vender mais”. Só que, na prática, se a oferta não encaixa, você só compra problema mais rápido.

Quando esse erro aparece

  • Produto sem diferenciação real (ou sem prova).
  • Página lenta/confusa, sem clareza do próximo passo.
  • Preço desalinhado com percepção de valor.
  • Time comercial despreparado (ou sem follow-up).

O que eu faço hoje (antes de escalar)

  1. Valido se existe demanda e dor (mínimo de sinais: busca, concorrência, histórico).
  2. Crio uma promessa clara e específica (sem exageros).
  3. Garanto um caminho simples: anúncio → destino → ação.

Erro #2: Otimizar campanha sem entender o funil

Um dos erros mais comuns: colocar tudo no mesmo saco. Gente fria, gente morna e gente quente recebendo a mesma mensagem, no mesmo objetivo, e sendo medida pela mesma métrica.

O problema real

  • Topo de funil não tem que “dar ROAS” imediatamente.
  • Meio de funil precisa de prova e contexto (não só “compre agora”).
  • Fundo de funil precisa de clareza e urgência legítima.

Como corrigir

Mapa rápido:
  • Topo: alcance/atenção + clique qualificado (mensagem simples).
  • Meio: conteúdo de prova (cases, bastidores, comparações, objeções).
  • Fundo: oferta, condições, chamada direta (com remarketing).

Erro #3: Mexer demais na campanha (ou não mexer nada)

Esse aqui é uma armadilha dupla: tem gente que mexe a cada 3 horas… e tem gente que deixa rodar semanas com sangria aberta.

O que acontece quando você mexe demais

  • Você reinicia aprendizagem e perde consistência.
  • Você confunde sinal com ruído (variação normal vs. problema real).
  • Você nunca sabe o que funcionou, porque muda tudo ao mesmo tempo.

O que acontece quando você não mexe nada

  • Você ignora fadiga criativa e queda de performance.
  • Você mantém segmentações ruins e “paga para aprender devagar”.
  • Você perde o timing de cortar desperdício cedo.
Meu padrão hoje: mexer com cadência e método.
  • Defino uma janela mínima de leitura (ex.: 48–72h ou X conversões).
  • Mudo uma coisa por vez.
  • Registro hipótese → mudança → resultado.

Erro #4: Criar anúncios para agradar o cliente, não o público

Você já viu isso: criativo “bonito”, aprovado internamente, mas que não vende. Porque anúncio não é portfólio — é comunicação. O público não compra o que é bonito, compra o que faz sentido.

Como esse erro aparece

  • Foco em estética, e não em clareza.
  • Texto genérico (“qualidade”, “excelência”, “melhor do mercado”).
  • Sem dor, sem prova, sem motivo para agir agora.

O que eu priorizo hoje

  • 1 ideia por criativo (sem poluição).
  • Gancho direto (dor, desejo ou objeção).
  • Prova (número, caso, depoimento, bastidor, comparação).
  • Próximo passo óbvio (o que fazer agora).

Erro #5: Analisar métricas erradas

Esse erro é silencioso e caro porque ele te dá falsa sensação de controle. Você vê CPC caindo, CTR subindo… e o caixa piorando.

Exemplos clássicos

  • CPC barato com lead desqualificado.
  • CTR alto com promessa errada (atrai curiosos, não compradores).
  • ROAS isolado sem olhar margem, ticket, devolução e recorrência.

O que eu acompanho de verdade

  • Custo por resultado real (venda, oportunidade qualificada, reunião, etc.).
  • Taxa de conversão do destino (página/WhatsApp/check-out).
  • Qualidade do lead (tempo de resposta, perfil, intenção).
  • Margem e capacidade operacional (entrega e atendimento).

Erro #6: Escalar antes de validar

Esse aqui dói porque muita gente escala por empolgação: “funcionou hoje, então dobra amanhã”. Só que existe diferença entre um pico e um padrão.

O que eu considero “validado”

  • Consistência por alguns dias (não só um dia bom).
  • Volume mínimo de dados (dependendo do objetivo).
  • Mais de um criativo/caminho performando (reduz risco).
Sinal de alerta: quando “só um anúncio” salva a campanha. Isso geralmente significa que você ainda não tem base para escalar com segurança.

O erro mais caro de todos: não ter processo

Se eu pudesse voltar no tempo e corrigir apenas um ponto, seria esse: processo. Sem processo, você vira refém do humor do dia e do “achismo”.

O que um processo mínimo precisa ter

  1. Diagnóstico: oferta, destino, funil, histórico.
  2. Plano: objetivos por etapa, mensagens e públicos.
  3. Rotina: o que olhar diariamente, semanalmente e mensalmente.
  4. Cadência criativa: quantos testes por semana e o que substituir.
  5. Registro: decisões e aprendizados (para não repetir erro).

Quer aplicar isso com um método claro?

Se você quer uma estrutura de tráfego pago com processo, testes e leitura correta de dados, a Mirante pode te orientar de forma consultiva (sem promessa mágica, só estratégia e execução).

Conheça a gestão de tráfego pago da Mirante  •  Falar com a Mirante

O que eu faria diferente hoje se estivesse começando do zero

Se eu estivesse começando hoje, eu seguiria uma ordem simples — porque é isso que evita desperdício.

  1. Clareza de objetivo: o que é “resultado” aqui (venda? lead qualificado? reunião?)
  2. Oferta antes do anúncio: promessa clara + prova + próximo passo.
  3. Funil separado: topo/meio/fundo com mensagens e métricas certas.
  4. Testes pequenos e rápidos: testar criativo/mensagem antes de escalar orçamento.
  5. Rotina fixa: cadência de análise e de criação (sem ansiedade).
Resumo em uma frase: eu pararia de “caçar hack” e começaria a construir previsibilidade.

Leituras recomendadas (links internos)

Perguntas frequentes sobre erros em anúncios pagos

Por que anúncios dão prejuízo mesmo com muitos cliques?

Porque clique não é resultado final. Se o destino não converte, se o funil não existe ou se a oferta não encaixa, você pode ter tráfego “barato” e mesmo assim perder dinheiro. O que importa é o custo por resultado real e a margem.

Qual o erro mais comum de quem começa no tráfego pago?

Achar que tráfego pago é solução. Na prática, ele amplifica o que já está acontecendo: se o negócio está bem estruturado, ele acelera; se está frágil, ele acelera o desperdício.

Dá para aprender tráfego pago sem perder dinheiro?

Dá para reduzir bastante o desperdício com método, testes controlados e leitura correta de dados. Mas errar faz parte do processo — o ponto é errar pequeno, errar rápido e aprender de forma registrada.

Gostou desse tipo de conteúdo? Se você quiser, eu posso transformar este post em roteiro de vídeo (YouTube) e também em 5–7 recortes para Reels/Shorts, mantendo o mesmo ângulo de autoridade.

Foto de André Luiz

André Luiz

CEO da Agência Mirante | Especialista em Marketing Digital

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